Se alguém achava que a aposentadoria do “homem” estava próxima, errou feio, errou rude! Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no auge dos seus 80 anos, provou mais uma vez que tem mais vidas que gato de sete fôlegos. Neste domingo (25), o petista sacramentou seu quarto mandato presidencial ao vencer o segundo turno, somando mais um capítulo inacreditável para a sua já extensa coleção de reviravoltas.
Para quem não lembra do começo dessa saga: a estreia na disputa pela faixa presidencial foi lá em 1989, quando levou uma rasteira de Fernando Collor. Como se não bastasse, ainda teve que engolir duas derrotas seguidas para Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. Mas a teimosia — ou persistência, como preferirem — deu frutos em 2002. Depois de trocar o figurino de sindicalista bravo por um visual mais “paz e amor” e prometer não mexer no bolso da economia, venceu José Serra e finalmente subiu a rampa.
A partir dali, a história virou uma verdadeira montanha-russa:
- Anos de Ouro e Turbulências: Reeleito em 2006, embalou o Bolsa Família, o PAC e a comemoração do pré-sal. No meio da festa, teve que desviar do escândalo do Mensalão, mas saiu de cena em 2010 como o “cara” mais popular do país, deixando Dilma Rousseff no comando.
- O Drama e o Fundo do Poço: O enredo seguinte veio pesado. Enfrentou um câncer na laringe, virou o alvo principal da Operação Lava Jato e acabou condenado no caso do tríplex. Passou 580 dias encarcerado e viu de longe as eleições de 2018. Para completar o inferno astral, sofreu com perdas dolorosas na família.
- A Volta dos Que Não Foram: Em 2019, colocou o pé fora da cadeia e, em 2021, teve as condenações anuladas, recuperando o direito de disputar até vaga de síndico. Com novo casamento no currículo, desbancou Jair Bolsonaro em 2022 e voltou ao Planalto com pompa e circunstância.
- A Rotina do Terceiro Ato: O terceiro governo não foi nenhum passeio no parque: teve os atos de 8 de janeiro, a popularidade subindo e descendo igual elevador, cirurgia de emergência e farpas trocadas com os Estados Unidos.
Mesmo com todas as pedras — e montanhas — pelo caminho, o ex-metalúrgico mostra que no xadrez da política brasileira, quem pensa que ele está fora do jogo acaba tendo que reescrever a história. (Redação Grita Ubatã)
Foto: Ricardo Stuckert

















